Top 10 – Melhores Séries de 2015

Em 2015 tivemos diversas séries se destacando. As produções televisivas foram tão comentadas quanto as cinematográficas e o valor de produção segue aumentando cada vez mais. Por isso, achamos mais do que justo colocarmos aqueles que consideramos os melhores seriados do último ano. Vale ressaltar que nesta lista iremos considerar apenas as temporadas finalizadas em 2015.

 

10 – Sense8

Sense8

A série do Netflix criada pelos irmãos Wachowski nos trouxe um conceito inovador e extremamente interessante. O seriado mostra um grupo de pessoas de diversas partes do mundo, mas que de alguma forma estão conectadas, permitindo que um tenha acesso ao outro a qualquer momento. Ao longo da série vamos conhecendo nossos protagonistas e descobrindo pouco a pouco a respeito desta estranha conexão partilhada entre eles.

Ainda que os episódios iniciais possam ser mais parados, vale a pena seguir em frente. Contando com esta grande premissa, personagens marcantes e um final de temporada capaz de nos fazer prender o fôlego, Sense8 certamente foi uma das grandes surpresas do ano.

 

9 – Agents Of SHIELD

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Depois de uma primeira temporada recheada de altos e baixos (talvez com mais baixos que altos), o debut da Marvel no mundo das séries se encontrou em sua segunda temporada. Com os personagens centrais mais estabelecidos e foco nos Inumanos, trazendo figurinhas conhecidas dos quadrinhos e muitas reviravoltas, a atração venceu a desconfiança dos espectadores e finalmente encontrou seu próprio ritmo, não mais servindo apenas como um grande cartaz para os futuros filmes do Universo Cinemático Marvel.

 

8 – The Flash

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Derivado de Arrow, Flash ganhou sua própria série após breve introdução na atração de Oliver Queen. Aqui pudemos experimentar toda a transformação de Barry Allen, que passa de cientista forense a super-herói em poucos meses.  Ainda que repita parte da fórmula de Arrow, este é um show que abraça todo o conceito de heroísmo, com um ritmo mais dinâmico e sem medo de explorar o impossível, sendo este o próprio mote do seriado.

Sendo você um fã do personagem ou não, dificilmente se decepcionará, pois The Flash não é apenas uma boa série de super-herói, é uma boa série e ponto. A forma como o personagem nos é apresentado e toda sua evolução ao longo desta primeira temporada nos revelam o quanto as histórias baseadas em quadrinhos podem nos render em termos de bom material desde que adaptados de maneira correta.

 

7 – Silicon Valley

SiliconValley

Definitivamente, ao menos em minha humilde opinião, Silicon Valley foi a melhor comédia de 2015. A saga da pequena empresa Pied Piper rumo à ascensão no Vale do Silício foi uma das coisas mais engraçadas que tivemos na televisão. Mérito de Mike Judge (também criador de Beavis and But-Head e King Of The Hill) e da HBO em seguir apostando na atração. O mais impressionante desta segunda temporada foi o fato da série ter sido capaz de manter o nível mesmo com o falecimento de um de seus atores principais, Christopher Evan Welch, que deu vida ao excêntrico Peter Gregory.

Se você quer ver uma série com nerds como protagonistas, sem necessariamente estarmos olhando para esteriótipos, mas sim personagens completamente diferentes entre si e com muito mais a oferecer, definitivamente deve dar uma conferida.

 

6 – The Blacklist

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Em seu terceiro ano, The Blacklist continua surpreendendo com a atuação impecável de James Spader. Se as tramas semanais envolvendo casos obscuros do submundo internacional não conseguem garantir a atenção do espectador, o maior astro da série certamente faz isso com facilidade dando vida ao imprevisível criminoso Raymond Reddington. Do lado protagonista feminino, Elizabeth Keen (Megan Boone) continua desvendendo cada vez mais detalhes sobre o seu passado na medida que a trama geral ganha mais complexidade.

Nesta temporada vemos Red e Liz sendo caçados pelas autoridades americanas e a organização secreta que atua por trás dos panos desde o início do programa está cada vez mais incomodada com a dupla. As pontas soltas deixadas pelo final da metade desta terceira temporada são mais do que motivo para ficarmos no olho na nova temporada.

 

5 – Game Of Thrones

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Em sua quinta temporada Game Of Thrones finalmente conquistou o Emmy de melhor série de TV. Numa temporada marcada por um desfecho surpreendente, o que mais chamou a atenção foi o fato da história começar a seguir um rumo diferente da obra original (os livros de George R. R, Martin). Isso acabou gerando polêmica entre os fãs mais fervorosos e embora tenhamos tido muito mais altos do que baixos, o público em geral concorda que faltou homogeneidade entre os episódios.

O foco da temporada pela primeira vez passou para Muralha e a inevitável invasão dos Caminhantes Brancos, sendo este, de longe, o arco mais interessante e bem trabalhado. Com quase todos os personagens centrais separados a trama se movimentou de forma mais rápida, sem dar o necessário desenvolvimento em alguns pontos. Contudo, tivemos alguns episódios e cenas antológicas, coisas que jamais imaginaríamos ver na TV, muito menos na escala que Game Of Thrones foi capaz de nos proporcionar.

 

4 – House Of Cards

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Frank Underwood finalmente conseguiu se tornar Presidente dos Estados Unidos! Mas, como diz o ditado popular, é mais difícil manter-se no topo do que chegar até lá. A terceira temporada nos mostra Underwood tendo que lidar com diversas crises ao mesmo tempo em que tenta deixar sua marca como presidente.

Além disso, a relação de Frank e sua esposa Claire é explorada ainda mais a fundo, evidenciando suas diversas camadas e expondo ambos os personagens de uma forma ainda não vista anteriormente, e ações do passado começam a repercutir.

 

3 – Jessica Jones

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Esta talvez tenha sido minha maior surpresa. A Marvel apostou numa personagem virtualmente desconhecida para ganhar uma série no Netflix e o resultado não poderia ter sido melhor. Jessica Jones não é típica heroína, está longe disso. Alcoólatra e com um passado cercado por tragédias, Jones trabalha como detetive particular fazendo uso de habilidades sobre-humanas adquiridas após um acidente.

Com o passar dos episódios vamos entendendo o que transformou Jessica na pessoa amargurada que nos é apresentada desde o primeiro episódio. Ver o quanto um super-herói pode ser humano e lidar com tragédias tão comuns a milhares de pessoas certamente é algo diferente em adaptações do gênero, mas muito bem-vindo.

 

2 – Mr. Robot

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O seriado teve sua primeira temporada exibida em 2015 e conta a história do jovem hacker Elliot Alderson, empregado da empresa de segurança virtual Allsafe. Sua vida muda completamente quando ele é recrutado por um homem conhecido apenas como Mr. Robot (Christian Slater em uma de suas melhores performances em anos) para um grupo hacker autointitulado como F-Society, cujo intuito é causar um crash na maior corporação mundial (E-Corp) e liquidar todas as dívidas que as pessoas tenham com a mesma.

O diferencial da história está no fato do protagonista estar longe de sua perfeita sanidade. Elliot é paranóico, tem dificuldade em interagir com pessoas e é um viciado. Tudo isso gera diversas dúvidas no espectador e a premissa geral, retratando nossa sociedade, nos coloca também para pensar.

 

1 – Demolidor

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Depois de uma adaptação cinematográfica um tanto quanto questionável lançada em 2003, finalmente um dos mais populares personagens da Marvel ganha uma versão digna em carne e osso. Demolidor nos mostra um herói com poderes bem mais limitados do que os demonstrados pelos Vingadores, porém um personagem com um senso de moral mais alto e sem os recursos que todos os outros dispõem. Matt Murdock é um advogado durante o dia e um vigilante a noite, mas ele não luta contra supervilões ou seres de outro planeta, sua luta é a do dia a dia, contra os criminosos comuns e pela alma de sua cidade.

Essa primeira temporada de Demolidor dá um realismo que jamais se esperava encontrar numa adaptação de super-herói, nem mesmo o Batman de Christopher Nolan chegou tão perto disso. Alie-se isso a uma direção de primeira, história dinâmica, com algumas das melhores cenas de ação já exibidas em qualquer produção da Marvel, e temos aquela que considero a melhor série de 2015.