Resenha – Liga da Justiça vs. Jovens Titãs

Depois de iniciar bem 2016 com Batman: Bad Blood, o universo animado da DC tem continuidade com a estreia dos Jovens Titãs! Apesar da popularidade do grupo (que teve uma animação bem sucedida em 2003), eles ainda não haviam dado as caras na nova cronologia animada. No clima do confronto que domina os cinemas atualmente graças ao sucesso de Batman vs Superman: A Origem da Justiça, a Warner Bros. lança para o mercado de vídeo doméstico o filme Liga da Justiça vs Jovens Titãs.

Assim como nos últimos filmes animados do Batman, aqui temos o desenvolvimento de Damian Wayne como Robin. Logo na abertura temos um confronto grandioso entre a Liga da Justiça e a Legião do Mal, que faz uma investida ao Hall da Justiça com vilões do quilate de Lex Luthor e Solomon Grundy. No auge do conflito Damian decide resolver as coisas da sua maneira, o que faz com que Batman decida levar o garoto até os Jovens Titãs, acreditando que isto o faria entender a importância do trabalho em equipe.

Passado o primeiro ato o filme leva o espectador até a sede dos Titãs (o enorme prédio em forma de ”T” aparece), onde Robin é introduzido ao grupo pelo Asa Noturna e cria uma nova dinâmica de rivalidade com os outros jovens, liderados pela Estelar. Obviamente o garoto criado pela Liga dos Assassinos não se adapta ao clima amistoso e a tensão é gerada entre eles. Neste ponto o filme tem uma de suas cenas mais memoráveis, ocorrida num parque de diversões, que teve clara influência japonesa (vide a ”Hora de Morfar” dos Power Rangers e a transformação de Sailor Moon), o que pode incomodar alguns por destoar da ambientação já conhecida, mas traz novos ares.

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Como sugerido pela capa e pela sinopse, a maior ameaça do filme é o clássico vilão Trigon, que tem sua origem contada pela Ravena com direito a flashbacks de Azarath, o que deve agradar os fãs. Dominando membros da Liga, Trigon deseja acessar a Terra e transformá-la num inferno, só que pra isso precisa chegar até a filha Ravena, que é defendida pelos Titãs. O argumento é básico, porém bem desenvolvido o bastante para justificar o embate entre as equipes da DC. Assim como nos filmes anteriores, a animação é de alta qualidade e flui muito bem, com destaque para as transformações animalescas do Mutano, que estão sensacionais e trazem inúmeras surpresas!

Em seu ato final, o filme traz o confronto inevitável entre todos os heróis e Trigon, mais uma vez bebendo da fonte de Batman vs Superman, o que não surpreende e ao mesmo tempo não deixa criar um desfecho dramático. No time de dubladores, é notável que a escalação conta com muitas vozes conhecidas, mas tem estreantes de peso como Jon Bernthal dando voz ao Trigon e Rosario Dawson interpretando a Mulher-Maravilha. Voltar a ver Batman, Robin e outros personagens com as mesmas vozes e desenhos cria uma sensação de continuidade que valoriza o que vem sendo estabelecido e expande este universo.

Apostando em muita ação envolvendo ícones da DC, o diretor Sam Liu acerta a mão novamente e nos brinda com uma adição memorável ao acervo de vídeo da Warner. Sendo um dos profissionais mais ativos nestas produções, o diretor já está finalizando os trabalhos no lançamento mais aguardado da linha, Batman: A Piada Mortal! Diferente da cronologia original das animações, este próximo filme será baseado em uma das HQs mais clássicas da editora (escrita pelo mago Alan Moore), assim como Batman: Ano Um e O Cavaleiro das Trevas. Enquanto isso, a cena pós-créditos deste filme e seus easter eggs sugerem que teremos mais Titãs, o que não será nada mau!

Ficha Técnica
Justice League vs. Teen Titans – 2016
Duração: 78 minutos
Gênero: Animação
Direção: Sam Liu
Roteiro: Alan Burnett / Bryan Q. Miller
Elenco: Jerry O’ Connell, Jason O’Mara, Rosario Dawson, Christopher Gorham, Sean Maher, Shemar Moore, Kari Wahlgren, Taissa Farmiga, Brandon Soo Hoo, Jake T. Austin, Stuart Allan, Jon Bernthal, Laura Beiley, Terrence C. Carson, Rick D. Wasserman, Steve Blum

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