Resenha – Independence Day: O Ressurgimento

Chega aos cinemas neste final de semana Independence Day: O Ressurgimento, continuação do filme de 1996 que marcou época com sua invasão alienígena e uma vitória improvável e heroica da humanidade. Vinte anos depois, o clássico retorna com força máxima e traz de volta boa parte do elenco original, com exceção do astro Will Smith, que possivelmente ficou de fora por questões orçamentárias. Desta vez o diretor Roland Emmerich, responsável pela franquia e por filmes de catástrofe como 2012 e O Dia Depois de Amanhã, retorna com sua segunda invasão alienígena numa escala que faz a ameaça anterior parecer brincadeira.

Acompanhando as duas décadas que se passaram desde o primeiro filme, a trama começa com a humanidade unida pela primeira vez na história. Toda tecnologia deixada pelos alienígenas durante a grande invasão tornou possível avanços sem precedentes para o homem e as nações se uniram pela paz mundial. Isso tudo permite que o planeta Terra tenha como se defender da próxima invasão, que sempre foi tida como certa, mas a preparação não foi o bastante e agora o perigo de extinção está mais próximo do que nunca.

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Sendo reapresentada para uma nova geração, a franquia traz nomes como Liam Hemsworth, que interpreta Jake Morrison, piloto americano do esquadrão comandado por Dyllen Hiller, filho do personagem de Will Smith, que é interpretado por Jessie T. Usher, além de outros atores jovens que criam um núcleo de combatentes para encarar de frente a nova ameaça. Assim como vimos em Star Wars: O Despertar da Força, aqui os personagens novos são ofuscados pelo brilho dos veteranos e deste lado temos Bill Pullman, retornando como o velho Presidente Whitmore e Jeff Goldblum como David Levinson, cientista especialista em alienígenas, ambos imprescindíveis para trama. Eles são acompanhados de outros atores do clássico, que parecem muito confortáveis em seus antigos papéis e entregam atuações sólidas, porém sem surpreender.

O roteiro opta muitas vezes por soluções fáceis e o filme não tem medo de apostar no clichê, trazendo frases de efeito com frequência e apostando na batida fórmula do herói americano. Celebrando o sucesso do filme de 1996, esta sequência investe na nostalgia e dá espaço para o que deu certo antes brilhar novamente. Apesar da ameaça de destruição global, o enredo deixa de lado o drama e a violência, colocando pitadas de humor intercaladas com ação. Desta forma o longa atrai os defeitos recorrentes dos blockbusters, mas desligando o cérebro é possível receber a diversão que o filme entrega no meio da destruição massiva.

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Mais uma vez o diretor alemão consegue imprimir sua assinatura como mestre em filmes de desastre e eleva o patamar da destruição, mas sem revolucionar o gênero e mantendo o clima dos anos 90. Enquanto esta visão agrada os saudosistas, deve causar impacto negativo no público que não é fã ou que desconhece os eventos passados. Com orçamento que supera os $ 200 milhões, a sequência apresenta efeitos visuais e sonoros de alta qualidade e isto faz com que o filme seja melhor apreciado em formato diferenciado, como IMAX. Nos quesitos técnicos, existem defeitos que não tiram o mérito da produção na execução de cenas grandiosas envolvendo combate aéreo com veículos extraterrestres, alienígenas grotescos disparando laser e outros elementos caóticos, inclusive no espaço. Mesmo sendo competentes, não são efeitos fora de série para os padrões atuais do cinema e não são o suficiente para fazer o longa ficar na memória.

Com personagens pouco desenvolvidos e reutilização de recursos narrativos bastante conhecidos, fica difícil recomendar esta sequência para espectadores mais exigentes. É um filme que abraça o entretenimento leve e rápido, destacando seus efeitos especiais e não exigindo quase nenhum tipo de reflexão, o que deve agradar aqueles que buscam esta proposta. No fim das contas esta continuação é bem sucedida em aumentar a escala da ameaça alienígena e faz o que sobra do nosso planeta parecer pequeno. Entretanto, de forma previsível, Independence Day: O Ressurgimento termina com o terreno preparado para continuação e a franquia terá uma nova chance de nos impressionar, desta vez num futuro bem mais próximo.

Ficha Técnica:
Independence Day: Resurgence – 2016
Duração: 120 minutos
Gênero: Ação/Aventura/Ficção Científica
Diretor: Roland Emmerich
Elenco: Bill Pullman, Jeff Goldblum, Liam Hemsworth, Jessie T. Usher, Sela Ward, Brent Spiner, Deobia Oparei, Judd Hirsch, Maika Monroe, Patrick St. Esprit, Vivica A. Fox, William Fichtner

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Veja também nossa resenha em vídeo comentando mais sobre o filme:

  • Will

    Um quadro na parede com a foto de Will Smith, um oficial negro olhando o quadro, prestes à entrar no gabinete do presidente da nação. Não era o Will, mas era o filho dele. Com essa cena, você tem uma introdução para um personagem que, pela bagagem tão falada por todos durante o filme, é um verdadeiro pica, um As dos ares, um personagem que acreditei que iria superar o pai. Porém, depois dessa cena, só consigo me lembrar da cena dele dando um soco na cara do outro cara que quase o matou, ele quase o matou, disseram durante metade do filme. Mas quase o matou como? a explicação foi tão rápida e sem flashback que eu não sei como ele quase foi morto, e também não me lembro de mais nenhuma cena expressiva da “Realeza” da esquadrilha, é assim que o filho do Will é chamado. Não me lembro e olha que assisti o filme ontem à noite. As cenas de ação, até que são bacanas, gastei 50 no ingresso do imax e mais 50 em pipoca e coca cola e não consegui ver onde estava o 3D, mas beleza. Pra mim, tentaram repetir a receita mas foi muito mal feita. Os caras, roubam a nave alien e atacam a matriz com ela, alguém cai no deserto e sai andando até chegar em algum lugar como herói, ninguém de quem vc lembre o nome morre, o mundo esta unido mas fora da américa do norte, todo o resto vive no meio do deserto debaixo de tendas, o presidente fala palavras lindas, nerds agora são popstar e, bum, somos classificados como criaturas primitivas mas mesmo assim somos recrutados pela inteligência mais avançada do universo para liderar um time, rsrs… seria a mesma coisa que um chimpanzé virar o capitão de um time de xadrez. Os efetios são legais, mas ainda não descobri como removeram aquela nave que engoliu metade do planeta de tão grande, do planeta.

    • Fernando Landeira de Queiroz

      Excelente comentário! Tive quase as mesmas impressões, vide o escrito na resenha! Não sei se viu nosso vídeo falando sobre o filme. Caso não tenha visto, editamos a resenha e colocamos ele ali em cima! Abs