Resenha – Procurando Dory

Passados 13 anos desde o bem-sucedido Procurando Nemo, a Pixar resolveu apostar nesta tardia continuação. Mas, apesar de ter levado tanto tempo essa sequência provavelmente conseguirá não só conquistar os fãs nostálgicos, como também certamente os marinheiros de primeira viagem.

Procurando Dory se passa pouco tempo após os acontecimentos do filme anterior, e dessa vez seguimos a esquecida peixinha Dory em sua jornada afim de reencontrar sua família. Acompanhando nossa protagonista estão Marlin e Nemo. Um dos aspectos mais interessantes do filme está na sua narrativa, contada mesclando o presente com flashbacks, valendo-se inteligentemente de flashs de memória de Dory.

O longa tem o característico selo de qualidade da Pixar, contando uma história recheada de aventura, humor e coração. E, o mais impressionante de tudo é a forma como conseguiram isso: apostando numa personagem coadjuvante do primeiro filme, a qual funcionava primordialmente como principal alívio cômico. Aqui Dory funciona muito bem como protagonista e, ao contrário do que você possa pensar, a questão de sua memória não fica algo repetitivo, servindo não somente pelo humor, mas também como mecanismo de movimentar constantemente a história.

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Fiz questão de conferir a versão com dublagem americana por uma razão em especial: Ellen DeGeneres dá voz a desmemoriada Dory, num daqueles casamentos perfeitos entre personagem animado e dublador. Se no primeiro filme ela já destacou-se por sua interpretação, aqui tem chance de brilhar ainda mais. O restante do elenco segue muito bem e transborda carisma, valendo uma menção especial para Ed O’Neill como o polvo Hank, que no Brasil é dublado por Antônio Tabet (Porta dos Fundos). Felizmente, a versão nacional conta com uma equipe competente e adapta piadas regionais (como a substituição de Sigourney Weaver por Marília Gabriela).

Por fim, ainda que não seja o mais inovador dos longas da Pixar e ser previsível em parte do tempo, Procurando Dory é um daqueles poucos casos, especialmente tratando-se de uma animação, onde temos uma continuação tão boa quanto o filme original. Sendo assim, definitivamente vale a conferida do início ao fim, especialmente porque temos um excelente curta de abertura (chamado Piper) e cenas pós-créditos que devem agradar os fãs mais saudosistas.

Ficha Técnica:
Finding Dory – 2016
Duração: 97 minutos
Gênero: Animação/Aventura/Comédia
Diretor: Andrew Stanton e Angus MacLane
Elenco:  Ellen DeGeneres, Albert Brooks, Ed O’Neill, Kaitlin Olson, Hayden Rolence, Diane Keaton, Eugene Levy e Ty Burrell

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