Resenha – Sully, O Herói do Rio Hudson (Sully, 2016)

Sully, o herói do rio Hudson, dirigido por Clint Eastwood e protagonizado por Tom Hanks, é uma grande homenagem a um homem comum, com uma carreira consolidada e as consequências de um pouso de emergência efetuado por ele em Nova York.

Tom Hanks interpreta Chesley Sullenberger, e não há muita história para contar. Em uma decisão tomada às pressas, Sully decidiu aterrisar o avião denificado no rio Hudson, em Nova York, salvando a vida de 155 pessoas, dentre passageiros e tripulantes, evitando, assim, um grande desastre aéreo em 2009.

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A atuação dele está no ponto certo e sua caracterização é bastante fidedigna, tanto fisica quanto psicologicamente. Diante de uma história recente que já foi contada em documentário, a necessidade de um filme se fez necessária, mas que fica presa a dois fatos apenas: a aterrisagem e o julgamento de Sully, para conferir eventuais erros ou saber se ele poderia agir de outro modo.

A não linearidade da história é um ponto positivo, mas não é suficiente para segurar o filme de se tornar repetitivo em sua curta duração. A homenagem é bonita, a montagem é impecável e a representação do ocorrido está correta. O problema reside em não ter para onde ir quando a história já é conhecida e está sendo contada por vários pontos de vista.

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Aaron Eckhart tem um destaque ao lado de Tom Hanks, mas Laura Linney acaba ficando deslocada e grande parte disso é por conta do roteiro, em que o agora ex-piloto ajudou a escrever.

Ainda assim, Sully consegue ser uma surpresa, já que é um filme que foi feito para IMAX, e por conta disso, possui um visual e uma sonoplastia impactantes. Tecnicamente ele é correto, o roteiro é que é o grande vilão da história, apesar de contar uma construção psicológica intensa e com isso, gerar uma homenagem significativa. O fato é que não é um filme que se faça necessária uma ida ao cinema.