Resenha – A Última Ressaca do Ano (Office Christmas Party, 2016)

A Última Ressaca do Ano, filme dirigido por Will Speck e Josh Gordon e estrelado por Jennifer Aniston, (que estampa o poster de divulgação, mas é uma mera coadjuvante), é a grande decepção do fim do ano de 2016.

Dizer que é mais um filme ruim com a Jennifer Aniston com certeza é pleonasmo nos últimos tempos. Aceitando sempre os mesmos papéis, e normalmente nesses filmes de fim de ano, natal, ou qualquer um em que ela possa interpretar ou a injustiçada, ou a mulher braba que todo mundo teme por ser uma megera. Por outro lado, tem-se um time de atores que não se sustenta por ter um roteiro que não os valoriza e por colocá-los em situações embaraçosas e estapafúrdias.

L-R: Kate McKinnon as Mary Winetoss, Jason Bateman as Josh Parker, T.J. Miller as Clay Vanstone, Olivia Munn as Tracey Hughes in OFFICE CHRISTMAS PARTY by Paramount Pictures, DreamWorks Pictures, and Reliance Entertainment

O filme tem tantas coisas erradas que é até difícil rir, porque o riso, quando existe, é de desespero por ser tão longo e sem graça. Mas, para não cometer injustiças, não é de todo sem graça: teve uma ou duas cenas engraçadas, de resto a pergunta que pairava era “por que esse filme existe?”.

Além disso, tem um roteiro muito confuso, não sabendo muito bem pra onde vai. Uma hora existe um problema, outra hora o foco é em outro problema, e quando não existe mais problema, eles acabam inventando uma solução para um problema que não era exatamente um problema.  Deu para entender? Então, na verdade, acaba nos mesmos clichês de sempre, o que já é esperado de uma comédia como essa.

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Como se não coubesse mais coisas ruins e piadas de mal gosto dentro do roteiro, Jennifer Aniston faz a irmã mandona e lutadora há 9 anos de krav maga, que compõe o elenco para pagar as contas, simplesmente. É a única explicação plausível para aceitar papéis ruins que não valorizam ou agregam em nada a sua carreira, e pra sustentar um elenco que não tem tanta força sozinho.

Basicamente é daqueles filmes que todo final de ano sai, que já vimos milhões de vezes, que tenta ser engraçado ou tinha um certo potencial, mas parece aquelas séries com plateia ao vivo e com plaquinha de risos ou aplausos. Como não tem, é um vácuo eterno que ocorre no cinema.

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Você só vai rir mesmo na cena de Jesus, porque aquela cena foi o ponto alto do filme, de resto, pode fazer a Kathy Bates em louca obsessão e queimar tudo na churrasqueira.

Mas se tem algo que podemos tirar de proveitoso nesse filme é que sempre quando tiver “último” no título e for de comédia, tenha em mente a fuga pras colinas, porque é furada. E a cara da Jennifer do poster do filme estampa exatamente a cara do espectador olhando este filme.