Resenha – Santa Clarita Diet (Original Netflix, 2017)

Com uma premissa  absurda e uma atriz que tem certo reconhecimento como Drew Barrymore para se manter, Santa Clarita Diet tenta ser engraçada, mas beira muitas vezes ao nojento e cansativo

Uma família normal, cujo casal tem carrreiras definidas, um casamento duradouro com uma filha adolescente, que mora em uma vizinhança tranquila sem aparentemente não se preocupar com nada, acaba tendo que lidar com Sheila (Drew Barrymore) após ela se tranformar em uma morta-viva, vomitando um banheiro todo e tendo um apetite fora do normal para carne, ou carne humana.

Alguns personagens secundários são bem trabalhados e não tão escanteados quando se trata do casal, mas os protagonistas em si não têm muita química e parece tudo muito ensaiado e muito sistemático, não conseguindo sair do óbvio, mesmo tendo um vasto campo que poderia ser trabalhado por ter uma história que já é surreal.

Se formos comparar com Atlanta, por exemplo, existem situações estapafúrdias que acontecem, mas que sabem ser engraçadas às vezes sem pretensão. Em Santa Clarita a ideia é tentar fazer o espectador rir, muitas vezes com piadas previsíveis, muito repetitivas e aquelas “goela abaixo”, que só causam desconforto e sensação de estranheza, já que  farão espectador questionar o que levou a produção a colocar ela no corte final.

Talvez seja uma daquelas obras seriadas que caia no gosto popular por estar na plataforma de streaming, o que não é tão incomum de acontecer. A dica é conferir os primeiros episódios, que são satisfatoriamente curtos (30 minutos cada um) para saber em qual lado estará o espectador: no 8 ou no 80.