Resenha – John Wick: Um Novo Dia Para Matar

John Wick: Um Novo Dia Para Matar continua a história do notório assassino de aluguel, também conhecido como o Bicho-Papão. Ele matou meio mundo para vingar a morte de seu cachorro, mas dessa vez retorna por um motivo menos pessoal. E, ainda que a razão não seja assim tão pura para que nosso protagonista volte a ação, ela é forte e condizente o suficiente para embarcarmos na história sem questionar duas vezes o que estamos vendo.

Um dos grandes méritos do filme está na expansão do universo. Certamente um dos aspectos mais comentados pelos fãs relacionados ao primeiro filme foi toda a dinâmica envolvendo o Hotel Continental e o código de regras que existe dentre esse submundo do crime – mais especificamente entre os assassinos de aluguel. Nesta continuação somos recompensados e vemos muito mais sobre esse aspecto.

Contudo, ainda que tenha me agradado, entendo que a película perde aquele “pé na realidade” que havia anteriormente, pois o submundo dos assassinos apresenta alguns elementos fantásticos demais para alguns, o que pode incomodar os espectadores que esperavam ter a mesma experiência do filme anterior.

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Cenas de ação são o ponto forte

Apostando em efeitos práticos e equipes de dublês, o forte do longa, mais uma vez, está nas excepcionais cenas de ação. Em tempos nos quais a ação é frequentemente picotada na edição, e o uso de computação gráfica extrapola o absurdo é de encher os olhos o competente trabalho feito em John Wick. O diretor Chad Stahelski, que co-dirigiu o primeiro filme ao lado de David Leitch, utiliza muito bem seu background como dublê e cria sequências extremamente bem coreografadas e de tirar o fôlego.

Assim como Tom Cruise, Keanu Reeves faz a maior parte de suas cenas de ação, o que traz maior veracidade ao que estamos acompanhando. Poder ver um close-up do rosto do ator em um momento intenso do filme só acrescenta à experiência! Méritos para Keanu, que mais uma vez prova ter nascido para o cinema de ação e está perfeitamente adaptado ao personagem John Wick.

Dentre o elenco, talvez Ruby Rose seja quem destoe um pouco do tom. A atriz até tenta passar uma imagem de perigosa assassina, mas diante de Keanu Reeves e Common, em atuação de destaque, ela acaba parecendo forçada. No primeiro filme, por exemplo, Adrianne Palick interpreta também uma assassina e consegue passar um senso de perigo muito maior em sua personagem.

Por fim, embora o vilão seja genérico e também não lá grande coisa, John Wick 2 traz outros bons personagens, expande o universo de forma inteligente e é um cinema de ação da melhor qualidade. E, que venha o terceiro!

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Ficha Técnica

John Wick: Chapter 2 – 2017
Duração: 122 minutos
Gênero: Ação/Thriller
Diretor: Chad Stahelski
Elenco: Keanu Reeves, Riccardo Scamarcio, Common, Laurence Fishburne, Ruby Rose, Claudia Gerini, Lance Reddick, John Leguizamo, Ian McShane.