Resenha – Exterminador: Assassino de Deuses

“Vocês querem sangue, seus bastardos? É pegar ou largar”

Tony S. Daniel, continua a história do Exterminador em seu segundo arco, “O Assassino de Deuses”, coloca o mercenário, armado por Hefesto para enfrentar um Deus, provando para o leitor que se algo pode ser morto, Slade Wilson, o Exterminador, dará um jeito de matar. Publicado pela editora Panini em julho de 2016 com capa cartonada, reunindo as edições “Deathstroke 7-10”, ”Deathstroke Annual 1”, ”Sneak Peek: Deathstroke”, sendo continuação direta das histórias publicadas na revista nacional do Arqueiro Verde.

O encadernado começa através de um prologo, mostrando Slade enfrentando os Jovens titãs, com a formação dos novos 52: Robin Vermelho, Moça-Maravilha, Kid Flash, Mutano e Casamata. Uma história curta porem muito divertida, trazendo um sentimento nostálgico para os fãs mais antigos do vilão clássico dos Titãs Pré-Novos 52, desenhada por Peter Nguyen, com roteiro de Tony S. Daniel, finalizando com Hefesto, o ferreiro dos Deuses, que presenteia Slade com a “Matadora de Deuses”, uma espada com poderes místicos capaz de sincronizar com o usuário, potencializando seus atributos.

Esse novo arco mantem um ritmo dinâmico e cheio de ação igual ao anterior, a diferença é que dessa vez vemos o Exterminador fora da sua zona de conforto, na ilha Temiscira, a capital da tribo das amazonas na mitologia grega, no meio do conflito entre divindades, armas místicas e de um exército de zumbis está a Mulher-Maravilha, com participação especial do Superman, para ficar em seu caminho e dificultar ainda mais o seu trabalho de assassinar um deus.

A mistura do universo realístico do mercenário, com o místico da Mulher-Maravilha, casa com perfeição pela escrita do roteirista, Tony S. Daniel.

Com uma história mais simples, coerente e com ritmo acelerado, mostrando um lado mais humanizado do mercenário, principalmente quando ele se vê perdido numa dimensão paralela, sendo obrigado a cooperar com a Amazona parar sair dessa com vida.

Na edição nove os desenhos ficam por conta de Eduardo Pansica, conhecido por desenhar para as revistas do Superman e da Mulher-Maravilha, utilizando bastante dos conceitos da luz e sombra para destacar as ações dos personagens pela história, e a partir da edição onze fica em cargo do artista Tyler Kirkham, reconhecido pelo seu trabalho em “EARTH 2: WORLD’S END” e “TEEN TITANS: THE TRIAL OF KID FLASH”, para finalizar o arco.

A arte já elogiada do desenhista, se prova mais do que capaz de recriar a ilha das amazonas com os mínimos detalhes, uma belíssima representação de cenas de guerra, enquanto Slade percorre o campo de batalha brandindo sua brilhante, porém mortal, espada dourada, “Matadora de Deuses”, encharcando os quadros de vermelho. Mantendo o nível do encadernado anterior, com uma história bem característica do mercenário, revelando um pouco mais o seu relacionamento com os seus filhos.  Uma história cujo o único objetivo é a ação, com um final surpreendente e de arrancar os olhos, não recomendado para os fracos de estomago.

 

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.