Conhecendo a versão francesa de “A Bela e a Fera”

 “Você fala como qualquer outro homem. É um pouco decepcionante.”

“La Belle et La Bête”, releitura franco-alemã lançada em 2014, baseada no livro “Beauty and the Beast”, originalmente escrita por Gabrielle-Suzanne BarbotDama de Villeneuve em 1740, contando também com referências da clássica fábula escrita por Jeanne-Marie “Le prince de Beaumont”.

Do diretor Cristophe Gans (Terror em Silent Hill, O Pacto dos Lobos), o filme conta com uma atmosfera fria e melancólica, mesmo em cenas mais claras esse sentimento não desaparece, com a fotografia do longa fortalecendo esse sentimento através de cenários amplos e envelhecidos. Esta é uma adaptação que não perde em nada para sua versão mais conhecida e animada da Disney.

“No ano de 1810 um naufrágio leva à falência um comerciante (André Dussollier), pai de três filhos e três filhas. A família se muda para o campo e Bela (Léa Seydoux), a filha mais jovem, parece ser a única entusiasmada com a vida rural. Certo dia o pai de Bela arranca uma rosa do jardim de um palácio encantado e acaba condenado à morte pelo dono do castelo, um monstro (Vincent Cassel). Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com o estranho ser. Lá ela encontra uma vida cheia de luxo, magia e tristeza, e aos poucos descobre mais sobre o passado da Fera, que se sente cada vez mais atraída pela jovem moça”

Com algumas alterações na história, o roteiro cumpre com a sua obrigação mantendo os elementos clássicos do conto. A direção de arte também está de parabéns, este é claramente um dos filmes mais belos daquele ano, com seus figurinos com cores quentes fazendo justaposição aos cenários que possuem cores frias em sua maior parte, criando um contraste magnifico. Tanto os efeitos especiais quanto a trilha sonora do filme mantém esse nível de excelência.

A dupla protagonista, Léa Seydoux e Vincent Cassel, entrega uma bela atuação apesar do pouco desenvolvimento do interesse romântico das personagens. Uma das cenas mais marcantes do filme é a cena da Valsa, que assim como a versão animada da Disney o cenário que até então era de escombros e sem vida se transforma em algo colorido e cheio de vitalidade.

Mesmo pela sua exibição praticamente sem nenhuma divulgação na mídia, definitivamente é um filme que vale a pena conferir principalmente com som original.

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.