Resenha – Power Rangers (2017)

“A resposta para o que está acontecendo com vocês está aqui. Vocês são os Power Rangers”

A franquia criada por Haim Saban, inspirada nas séries japonesas Super Sentai, virou febre mundial durante os anos 90, conquistando uma legião de fãs em seus 23 anos de vida. Retornando às telonas em grande estilo com uma releitura mais madura e realista, mas permanecendo fiel ao seu público alvo que cresceu juntamente com a série. Aqui temos uma nova visão sobre a história de cinco jovens escolhidos para defender o planeta Terra das forças do mal.

No prologo é visível a seriedade que o filme pretende passar. Nessa sequência de ação, com uma excelente ambientação na Era Cenozóica e efeitos sonoros impecáveis, vemos as consequências desastrosas da guerra entre os Rangers e Rita Repulsa, onde ficamos diante dos momentos finais do antigo Ranger vermelho, arrastando-se em um campo de batalha no meio de explosões, lama e sujeira, enquanto coleta as moedas do poder de seus amigos caídos em combate.

Por ser um filme de origem, a maior parte do tempo é focada nas explicações de Zordon para doutrinar os novos guardiões do poder

Os protagonistas são muito bem trabalhados durante o filme, podendo-se dizer até que houve um exagero nessa parte, ocupando praticamente mais da metade do longa. Diferente da série clássica, o filme se dispõe a explicar cada aspecto da personalidade dos Rangers individualmente, mostrando seus problemas do cotidiano para depois focar na união deles como um grupo, de forma orgânica e crível.

O comediante Bill Hader é perfeito no papel de Alpha 5, com um humor ácido, porém infantil, característico do ator, e temos um novo visual alienígena, já os sons emitidos pelo personagem deixam claro que ele é um robô tão caricato quanto o original sempre repetindo a frase “Ai Ai Ai”. Já Bryan Cranston interpreta um Zordon mais rígido e impaciente, quase como um militar ensinando um grupo de jovens problemáticos a terem responsabilidade, lembrando bastante seu papel mais conhecido na série “Breaking Bad”, Walter White.

A vilã Rita Repulsa de Elizabeth Banks, serve para dar consistência a trama, com uma história misteriosa relacionada a Zordon, comentada em alguns momentos para mostrar de forma subjetiva as razões que a motivam durante a história.

O diretor Dean Israelite conhecido por seus trabalhos em “Projeto Almanaque” e “The Department of Nothing”, juntamente com os roteiristas Ashley Miller e Zack Stentz de “X-Men: Primeira Classe”, narrando a história se mantendo fiel a obra original, atualizando e amadurecendo as aventuras presentes na pacata Alameda dos Anjos. Para o público mais velho, mesmo com o excesso de efeitos de explosão, resquício de seus trabalhos anteriores com o diretor Michael Bay, Israelite consegue surpreender as expectativas, com uma trama fechada, em um ritmo extremamente acelerado principalmente nas cenas de ação.

O novo Power Rangers é como um abraço caloroso daquela pessoa que você gosta tanto após um bom tempo sem se ver, seja para os fãs mais antigos quanto para os mais novos que conheceram a franquia através do reboot. Impossível não sentir um gosto de quero mais após subir os créditos, principalmente se você ficar até acender as luzes da sala para conferir uma cena pós-creditos muito interessante, indicando para a alegria dos fãs, uma possível continuação da história.

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.