[Sessão Retrô] A Rede (The Net)

“Ninguém sai mais da casa. Ninguém mais faz sexo. A rede é preservativo final”

Estrelado por Sandra Bullock, Jeremy Northam e Dennis Miller, o suspense dirigido por Irwin Winkler, A Rede (The Net, no original) foi lançado em 1995 se baseando na ideia Utópica que a internet poderia controlar o mundo com uma simples sequência de cliques colocando o usuário no lugar de um Deus como visto durante o longa, onde a protagonista foi completamente apagada digitalmente nos servidores do governo americano.

Nos anos 90 os computadores ainda não faziam parte do cotidiano da população, sendo utilizado apenas por empresas ou pessoas com alto poder aquisitivo. Apesar do tom de suspense, devido a época em que foi lançado, hoje o filme poderia facilmente ser assistido com uma visão mais cômica com atuações caricatas e uma história sensacionalista.

Com uma reação mista nas críticas mais influentes do mundo inteiro, teve uma pontuação média de 5,1 dos 10 pontos do site de crítica de filmes Rotten Tomatoes, sendo 36% delas de caráter positivo. Teve um orçamento estimado de 22 milhões de dólares, arrecadou somente nos Estados Unidos cerca de 50 milhões de dólares e 110 milhões mundialmente em bilheterias.

Devido ao sucesso da adaptação original em 1998 ganhou uma série de televisão de mesmo nome estrelado por Brooke Langton como Ângela Bennett. Uma sequência diretamente lançada em mídia física chamada, The Net 2.0, produzido e dirigido pelo filho de Irwin Winkler, Charles Winkler, em 2006, também sobre uma jovem analista de sistemas que perde sua identidade devido a um roubo virtual.

Em uma época onde a familiaridade com computadores que cabem na palma da mão não estava nem nas mais geniais ideias dos grandes criadores da era digital. Sandra Bullock em seu decimo sexto longa, logo após um de seus filmes mais conhecidos “Velocidade Máxima” favorito das sessões da tarde na Globo onde ela divide o papel de protagonismo com o astro de Matrix, Keanu Reeves, mostra uma atuação bem convincente demonstrando para o público o desespero de ter a sua identidade completamente apagada através de um simples programa de computador, correndo atrás de sua própria sobrevivência após diversas tentativas de assassinato.

A discussão do filme apesar de quase uma década passada foi ganhando cada vez mais relevância com o passar dos anos. Porém o foco no terror psicológico da protagonista acabou deixando o tema do filme um pouco de lado, com um final corrido e leviano onde todos viverão felizes para sempre.

A história do filme consiste na personagem Angela Bennett uma excelente programadora de computador que trabalha para a empresa “The Cathedral Company” testando jogos virtuais e analisando os mais diversos tipos de vírus digitais para os seus clientes. Totalmente sem vida social, dependendo bastante do mundo virtual para suprir as suas necessidades sociais, quase nunca tirando férias porem sempre conectada, de certa forma um comportamento considerado normal atualmente pelas pessoas que são viciadas em redes sociais ou nas mais diversas utilidades que um Smarthphone pode realizar na palma da mão.

Após receber um disquete de Dale Hessman (Ray McKinnon), contendo um programa a ser verificado por conter diversas informações confidenciais, a vida de Ângela vira de pernas para o ar quando Dale de forma misteriosa morre em um acidente aéreo. Com seus registros apagados como carteira de motorista ou cartão de credito ela recebe a identidade de Ruth Marx que mais para frente é mostrado que a verdadeira Ruth a substituiu em sua vida pessoal e profissional. Sem ninguém para comprovar a sua identidade um dos momentos onde a atuação da atriz é posta a provas é quando a mesma se questiona quem é ela, falando repetitivamente enquanto se olhava no espelho o seu nome verdadeiro “Angela Bennett”.

A dependência da internet se intensificou e se unificou ao ser humano, tendo como previsão para o futuro a união orgânica entre o homem e a máquina através de aplicativos de realidade virtual como o futurista “Google Glass” que tem como objetivo substituir o aparelho manual por lentes virtuais pelos óculos “VR (realidade aumentada) ”.

Filmes que mostram esse lado dependente do ser humano pela tecnologia cada vez mais avançada e simplificada são “O Vingador do Futuro” de 1990 estrelado por Arnold Schwarzenegger, baseado num dos clássicos do gênero Sci-fi “We Can Remember It for You Wholesale”, de Philip K. Dick ou no filme “Minority Report A Nova Lei” de 2002 estrelado por Tom Cruise e baseado na obra de mesmo autor. Onde o protagonista é acusado de um crime em uma sociedade extremamente futurista. Supervisionada, dependendo da tecnologia e na confiança na rede cibernética de computadores estando totalmente vulneráveis a exposição ou a falhas do sistema.

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.