Resenha – Totalmente Diferente Nova Marvel Demolidor (Demolidor #12)

“ Você pode jogar Tony Stark pelado no meio do deserto, e ele vai dar um jeito de sair de lá voando num jato feito de cactos e espinhos. Não são as coisas que ele tem que lhe dão poder. É o cérebro dele. ”

Demolidor #12 foi publicado pela editora Panini em fevereiro de 2017, em um encadernado com capa cartão mantendo a numeração antiga com aproximadamente 124 páginas, contendo os cinco primeiros capítulos em papel LWC.

O Demolidor é um dos vigilantes mais intimidantes da Marvel. Com um histórico tão impressionante ao longo dos anos em diversos arcos memoráveis, de Frank Miller a Brian Michael Bendis, Alex Maleev a Ed Brubaker, Michael Lark a Mark Waid e Chris Samnee. Mas apesar do maravilhoso arco de Mark Waid e Chris Samnee de quatro anos no título anterior, é refrescante ver Matt interagindo com problemas menores focando mais em seu lado torturado e sombrio. Ele é mais experiente agora e as pessoas sabem menos sobre ele, então ele é quase como um novo herói, o que lhe dá uma grande vantagem sobre seus inimigos.

O novo título situado Pós-Guerra Secreta, com a saída da dupla aclamada pela crítica Mark Waid e Chris Samnee, foi nas mãos de Charles Soule e Ron Garney que caiu a responsabilidade de trazer de volta a Nova York o homem sem medo. Ele não tem mais um consultório de advocacia e está trabalhando agora como Assistente de Promotor de Justiça, um fato interessante é que Soule é advogado além de escritor, então pode se esperar uns termos mais técnicos da profissão no decorrer da história.

Ainda tentando encontrar o seu lugar Matt está em constante conflito durante o arco, tanto pessoal como profissionalmente em relação à série anterior, não sabendo exatamente onde termina seu trabalho como advogado e onde começa seu trabalho como vigilante.

A principal novidade que o arco traz é o parceiro mirim, Ponto Cego, um chinês imigrante ilegal que criou um traje que o deixa invisível, utilizando pilhas comuns para energizar o uniforme. Colocando o Demolidor interpretando o mentor mal-humorado, da mesma forma que Stick fez com ele. É interessante ver novos personagens surgindo invés de focar nos mais conhecidos da mitologia do herói, apesar do vilão Dezdedos não ter uma presença marcante no decorrer da história.

Soule pode ser considerado um dos melhores escritores da editora nos dias de hoje, mas é realmente Garney e o colorista Matt Milla que fazem um excelente e ousado trabalho neste capítulo de abertura. Os fãs que se lembram do trabalho de Garney com “Wolverine: Weapon X” e “Thor: God of Thunder” podem ser surpreendidos pelo quanto seu estilo mudou casando perfeitamente com as cores de Milla, onde a maioria das páginas tem uma abordagem monocromática, dependendo principalmente de tons de vermelho, azul, amarelo e verde, focando numa paleta bem escura, aproveitando ao máximo o novo uniforme preto e vermelho para ilustrar essa nova fase do Demônio da Cozinha do Inferno.

A troca de equipe criativa causa estranhamento no início, principalmente pela arte única do título porem é visível que o advogado está em boas mãos com a caracterização excelente de Charles Soule e a estética visual de Ron Garney, causando uma boa primeira impressão sendo um dos melhores títulos da Totalmente Diferente Nova Marvel com Murdock não só mais sombrio, mas também frio, pelo menos em relação aos criminosos que enfrenta.

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.