Resenha | Jojo’s Bizarre Adventures: Parte 1 – O Sangue Fantasma

“Há momentos em que um cavalheiro tem que ser corajoso e lutar, mesmo quando seu oponente for maior do que ele e ele sabendo que vai perder! ”

Jojo’s Bizarre Adventures foi criado por Hirohiko Araki e publicado originalmente pela Weekly Shonen Jump no ano de 1987, mudando para a revista Ultra Jump em 2002, sendo considerado a segunda publicação mais longa da Shonen Jump com 118 edições, ainda em andamento. Jojo conta a história de diversos membros da excêntrica família dos Joestar, atualmente com 8 gerações dos heróis mais estilosos da editora japonesa. A série pode ser dividida em oito partes distintas, cada uma seguindo um descendente diferente do protagonista da primeira parte em aventuras diferentes.

Em 2012 foi adaptada pela “David Production” com apenas 9 episódios. Sua primeira parte “Phantom Blood”, focada em Jonathan Joestar, serviu como uma introdução a esse bizarro universo, com uma história mais simples num ritmo mais acelerado em comparação aos arcos seguintes. Inspirado em outro Manga de sucesso pouco conhecido fora do Japão “Hokuto no Ken”, Jojo deixa claro suas referências tanto no visual de seus personagens quanto na escolha dos nomes.

Sua história consiste na rivalidade de dois homens que foram criados como irmãos, Jonathan e Dio Brando, que foi enviado pelo seu pai Dario Brando para que fosse criado como cavaleiro, por causa de um favor que o pai de Jonathan devia a Dario. Logo no inicio Dio se mostra como uma sombra do que um dia se tornaria, sendo considerado por muitos fãs como um dos vilões mais sádicos dos quadrinhos.

Focando em mostrar o amadurecimento dos protagonistas de personalidades opostas, enquanto Jonathan se mostrava cada vez mais como um nobre cavaleiro tanto fisicamente quanto mentalmente, Dio por outro lado não se importava com as diferenças entre o certo e o errado, decidido a realizar seus desejos independe das consequências de seus atos, se tornando obsessivo por uma misteriosa e antiga máscara presente na coleção de antiguidades dos Joestar.

No decorrer do arco mesmo odiando seu irmão de criação, é visível a admiração de Dio por Jonathan, que pouco a pouco se tornava uma obsessão

O traço de Jojo tanto no manga quanto na animação são excelentes, com uma ambientação fantástica e com cores vibrantes mesclando com os detalhes desse universo excêntrico. O que mais chama atenção é o design dos personagens que mais parecem terem saído de um desfile de moda do que de um Shonen, somado a tudo isso as cenas de luta são de tirar o folego, sendo muitas vezes resolvidos com estratégias extremamente bem pensadas ao invés de pura força bruta, uma certa ironia devido a aparecia dos personagens, que são extremamente musculosos.

Os personagens secundários criados por Araki poderiam facilmente ser confundidos com os protagonistas, com desenvolvimento excelente durante a trama e com personalidades únicas, como o mentor de Jonathan na arte do Hamon, William Anthonio Zeppelin e o homem que viria a se tornar o melhor amigo de jojo, Speedwagon.

Apesar de criar uma boa base para a saga, Phantom Blood”, é facilmente superado pelos arcos seguintes, apesar de ser melhor construída e mais bem equilibrada, servindo apenas como uma introdução para o futuro da obra que já completa mais de 25 anos de publicação, uma excelente leitura para os fãs de história de pancadaria dos anos 80 e dos amantes dos diálogos dramáticos e extensos dos personagens.

Hyader Oliveira

Estudante de Jornalismo e criador do Blog "Tocah Do Coruja", viciado em escrever sobre quadrinhos, cinema e desenhos animados. Por ser um aficionado por esse universo fantástico desde antes de aprender a ler e escrever, sempre quis saber mais sobre meus heróis favoritos garimpando de blog em blog informações e conceitos relacionados a esse universo.