Resenha | Transformers: O Último Cavaleiro (Transformers: The Last Knight, 2017)

[Contêm spoiler]

 

 

Desde que se iniciou a franquia Transformers, muitos ficavam com medo de como seriam objetos virando robôs, se digladiando até a morte. Tudo começou bem nas mãos de Michael Bay, fazendo um primeiro e segundo filme ótimos, mas como tudo que é bom dura pouco, o resto não andou tão bem assim, e continuamos vendo isso em Transformers: O Último Cavaleiro.

Vemos a ação sempre muito presente no longa, até mesmo em cenas que não teriam necessidade nenhuma, explosões à todo momento e Optimus Prime indo para o lado negro – algo que em toda a franquia dura 5 minutos e passa, já que temos Bumblebee para traze-lo de volta com a frase; “Eu sou Bumblebee, seu amigo mais velho, eu daria a minha vida por você“. Contamos também com retorno de alguns personagens – Mark Wahlberg (Cade Yeager), Josh Duhamel (Colonel William Lennox) e é claro Peter Cullen (Optimus Prime) -, e também novos personagens – Anthony Hopkins (Sir Edmund Burton), Laura Haddock (Vivian Wembley) e Isabela Moner (Izabella).

Também somos levados pela história e mitologia de Transformers, onde Bumblebee, participou da segunda guerra contra Hitler e que os autobots lutaram ao lado do Rei Arthur, ao lado de John Cleese, interpretando o mago Merlin em seu período de trevas. Hopkins é 0 12º conde de Folgan, sociedade que jurou guardar os segredos dos Transformers, junto de seu mordomo robótico – que nos lembra muito um C-3PO do mundo atual, todo modificado tecnologicamente e que dá o toque cômico em momentos do filme.

Vemos uma incrível qualidade de imagem e efeitos com a câmera IMAX que foi utilizada para filmar todo o longa, nos colocando ainda mais fundo na história, mas que para alguns pode acabar cansando um pouco os olhos, já que 2h30 de filme parecem durar 4h. Bay poderia cortar pelo menos 40 minutos de cenas e ficaria perfeito, mas quem é fã mesmo não vai ligar para isso.

Transformers: O Último Cavaleiro, tem de tudo; explosões, impacto de planetas, mais explosões e robôs lutando, mas que na história como sempre acaba deixando a desejar para os mais exigentes, mas como disse Michael Bay em sua coletiva, “Eu faço filme para fãs e não para imprensa“.