Resenha | Em Ritmo de Fuga (Baby Driver, 2017)

Edgar Wright é famoso por elevar o nível de seus filmes, fazendo paródias com zumbis, games e outros gêneros – que já serviram para filmes anteriores – e sempre citando ícones da cultura pop. Em Ritmo de Fuga ele deixa novamente sua assinatura, mostrando que a Marvel perdeu não deixando ele fazer de seu jeito.

Acompanhamos Baby (Ansel Elgort) um habilidoso motorista que escuta música o tempo todo em seu ipod para abafar o zumbido em seu ouvido causado em um acidente na infância. Ele se encontra com todos os tipos de bandidos em seus serviços para Doc (Kevin Spacey), que coloca o jovem sempre no topo das missões por ser o melhor.

Wright transforma todo som e movimento em música, seja quando Baby está rasgando o pneu nas ruas ou quando está na lavanderia ao som de “Debora” (T.Rex). Temos a sincronia perfeita das cenas de ação, sons de metralhadora com as batidas de “Hocus Pocus” (Focus), que dão o ritmo perfeito as cenas e a ação dos personagens.

E Baby não é como todo personagem dos filmes de ação, que tem um motivo de vingança para estar naquela posição, ele simplesmente está ali para pagamento de dívidas, e acabamos vendo mais profundidade na história do personagem, fazendo com que nos identifiquemos com ele.

Outros personagens que dão o humor e compõem o longa muito bem são Buddy (Jon Hamm), Griff (Jon Bernthal), Darling (Eiza González), Bats (Jamie Foxx), Eddie (Flea), que são a ponte para entendermos melhor ainda o protagonista, mostrando diálogos dinâmicos e sem enrolação, pecando um poucos no alongamento de algumas cenas que poderiam durar menos tempo.

Wright apresentou em seu novo longa algo divertido, que podemos nos entreter e sentir várias emoções em uma sessão, mostrando que liberdade criativa pode ser tudo na indústria do cinema, levando um dos grandes nomes do ano para as telas do cinema.