Resenha | Planeta dos Macacos: A Guerra (War for the Planet of the Apes, 2017)

O cinema sempre girou em torno de blockbusters durante sua existência, já que são eles que chamam o grande público para as salas, contando uma história com um enredo tecnicamente simples, mas que também tenha agitação – já que por incrível que pareça, as pessoas ainda conseguem dormir no cinema. Planeta dos Macacos: A Guerra pode acabar não atingindo as expectativas de alguns, já que seu terceiro filme deixou um pouco de lado as explosões indo para um caminho mais calmo e filosófico.

Continuamos com o enredo de onde parou – em Planeta dos Macacos: O Confronto – e começamos na visão de militares que estão prontos para atacar um pequeno grupo de macacos na floresta, e após um tiro certeiro vemos um grande exército comandado por Caesar (Andy Serkis), atacando seus inimigos. Vemos como o grupo – família – de Caesar, cresceu e que só busca viver em paz, sem enfrentar os humanos – que julgam os macacos um perigo para a humanidade.

Temos o Coronel, interpretado por Woody Harrelson, que após atacar Caesar e matar sua família, comanda as trocas e escraviza os macacos para construírem um muro de proteção, para sua próxima batalha que está chegando.

Em um momento vemos Coronel dizendo à Caesar que ele é muito emotivo, mas é o que torna seu personagem mais humano do que os próprios humanos, tendo senso de que aquela guerra é inútil e desnecessária para ambos os lados. Mesmo com o ritmo e lado filosófico político incrível, muitas pontas acabam ficando sem explicação, como o motivo de tropas estarem lutando entre si e a doença que acaba regredindo os humanos.

Mesmo com essas pequenas coisas não explicadas e a falta de batalhas no filme, o diretor Matt Reeves, sabe muito bem a hora que o filme deve ser sério e ter seu momento cômico – que vemos com Bad Ape (Steve Zahn), um macaco que sabe falar igual Caesar, e fugiu de um zoológico onde era tratado por humanos.

Planeta dos Macacos: A Guerra, cria a ponta necessária para o longa de 1968, onde os macacos estão dominando a terra e a espécie humana regredindo aos poucos, mostrando que realmente temos esse grande sendo emotivo e preocupação com o próximo graças a nossa evolução dos macacos.