Resenha | Kingsman: O Círculo Dourado

Quando começamos o ano (2017), a expectativa estava em cima de filmes como: Logan, Star Wars, Liga da Justiça e outros. Eis, que ali, de canto, pairava Kingsman: O Círculo Dourado (ou simplesmente Kingsman 2)… O estúdio FOX, que vem na esteira do mega sucesso que foi Logan (cotado a aparecer no Oscar 201,8 inclusive), acerta novamente com a continuação do filme de 2015, adaptação da HQ de Mark Millar e Dave Gibbons.

A grande dúvida na cabeça do público que curtiu tanto o filme de Matthew Vaughn era se a continuação poderia manter o seu grande nível ou não. Mas Vaughn ao quebrar uma regra pessoal sua de não dirigir continuações (vibe Kick-Ass 2 que ficou a cargo de Jeff Wadlow e X-Men: Dias de um Futuro Esquecido nas mãos de Bryan Singer) conseguiu aumentar o nível da franquia adicionando ao elenco nomes como: Julianne Moore, Jeff Bridges, Halle Barry, Channing Tatum e Pedro Pascal. Círculo Dourado abre de forma brilhante com uma ótima cena de ação dentro de um carro mostrando as habilidades de Eggsy (Taron Egerton) aprendidas no filme anterior com Harry Hart (Colin Firth), que está de volta depois da sua “morte” pelo personagem de Samuel L. Jackson.
O grande destaque da nova trama é a inclusão dos Statesman, base esta que fica nos EUA, expandindo a mitologia de espiões da franquia sendo liderada pelo personagem de Jeff Bridges contando com suporte de Channing Tatum e Pedro Pascal (e seus codinomes alcóolicos).
Já era de conhecimento que o cantor Elton John faria uma participação na película, mas não se sabia o quão surpreendente ela seria, John é prisioneiro de Poppy e faz alívios cômicos certeiros (como dar uma voadora no ar e piscar para o público) e canta sucessos como Rocket Man.
A personagem de Julianne Moore (Poppy), a vilã da trama, segue a linha de antagonista de Samuel L. Jackson com seus exageros, e através de uma doença tenta dominar e diminuir a população mundial contando com o apoio do presidente dos EUA.
O 3D é totalmente dispensável para este filme, não acrescentando em qualidade. Vale lembrar, que Kingsman: Círculo Dourado não tem cena pós-créditos, mas certamente teremos mais um filme para fechar a trilogia. No geral, sem dar spoilers, é um dos melhores filmes do ano que entrega tudo o que espera de um grande blockbuster: comédia, ação, roteiro e direção bem alinhados.